Nada melhor que dar início a uma seqüência de impulsões nervosas e sentimentais, movidas pela paixão ao futebol com a música feita principalmente para atingir um público maravilhoso das Minas Gerais como “É Uma Partida de Futebol”.
Segue a letra abaixo.
“Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?
A bandeira no estádio é um estandarte
A flâmula pendurada na parede do quarto
O distintivo na camisa do uniforme
Que coisa linda, é uma partida de futebol
Posso morrer pelo meu time
Se ele perder, que dor, imenso crime
Posso chorar se ele não ganhar
Mas se ele ganha, não adianta
Não há garganta que não pare de berrar
A chuteira veste o pé descalço
O tapete da realeza é verde
Olhando para bola eu vejo o sol
Está rolando agora, é uma partida de futebol
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol
O meu goleiro é um homem de elástico
Os dois zagueiros tem a chave do cadeado
Os laterais fecham a defesa
Mas que beleza é uma partida de futebol
Bola na trave não altera o placar
Bola na área sem ninguém pra cabecear
Bola na rede pra fazer o gol
Quem não sonhou em ser um jogador de futebol?
O meio campo é lugar dos craques
Que vão levando o time todo pro ataque
O centroavante, o mais importante
Que emocionante, é uma partida de futebol!
Utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê, utêrêrêrê”
O calor e a energia passados por essa música não é nem 1/3 de como assistir um clássico no Mineirão, antigamente embalado por uma torcida que tinha como mínimo 100 mil pagantes, e hoje, com reformas feitas e por questão de segurança não ultrapassa a marca de 60 mil. Falar de Atlético x Cruzeiro, Cruzeiro x Atlético chega a ser no mínimo igual quando se fala de Brasil x Argentina e vice-versa. Nosso propósito é de alguma forma interagir com essa rivalidade, informatizá-la e principalmente deixa-la de uma forma mais coerente, unindo as duas torcidas e fortalecendo o futebol mineiro.

Quando chega um dia de clássico, seja final de campeonato ou uma simples rodada do turno, a cidade pára! O comércio entra no embalo, as camisas começam a desenhar a cidade de preto e azul, o branco é o sinal de paz, as crianças são a esperança de um futebol sem violência, as mulheres se dispõe a enviar a beleza aos estádios, jogadores fazem apelos antes da partida, e o principal dele, é fazer com que essa rivalidade não se torne um campo de guerra frente a algo tão prazeroso.
Dedico esse espaço, me referenciando a violência na capital durante os últimos anos, quando acontece um clássico, em 2008, um cruzeirense foi morto horas antes da partida e em 2009 o mesmo ocorrera, porém, a vítima um atleticano.
Mortos sem motivos, por rixas desnecessárias e vandalismo. Não é esse sentimento agressivo que nos referimos, mas sim, o amor pelo esporte e a todos que o tornam sensacional.
Antigamente os papos eram outros, conversando com nossos pais, avós e revirando o arquivo dos clássicos podemos nitidamente observar o quanto era prazeroso se tratar de dois clubes magníficos: Atlético e Cruzeiro, dos jogadores Tostão, Dario, Reinaldo, Nelinho e companhia ltda.

E é deste tipo de história que retrataremos hoje: Como surgiram e como se encontram hoje os gigantes mais cobiçados de BH.
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CRUZEIRO (Raposa)
PALESTRA ITÁLIA
O Cruzeiro Esporte Clube surgiu de um antigo sonho da colônia italiana de Belo Horizonte de fundar uma associação esportiva que a representasse. Em dezembro de 1920, aproveitando a presença do cônsul da Itália em Belo Horizonte, vários desportistas da colônia resolveram levar a idéia da criação de um clube de futebol. No dia 2 de janeiro de 1921, foi fundado oficialmente a Societá Sportiva Palestra Italia.
As cores adotadas pelo Palestra foram as mesmas da bandeira italiana. O primeiro uniforme do Clube foi camisa verde, calção branco e meias vermelhas, com detalhes em branco e verde.
O primeiro jogo do Palestra aconteceu no dia 3 de abril de 1921, no estádio do Prado Mineiro. O Palestra venceu por 2 a 0 um combinado formado por jogadores de dois times de Nova Lima ( Villa Nova e Palmeiras). Porém, a primeira apresentação oficial da nova equipe ao público foi em um jogo contra o Atlético-MG. Vitória Palestrina por 3 a 0. A equipe era composta por Nullo, Henriqueto e Polenta; Grande, Gallo e Checchino; Pederzoli, Parizi, Nani, Attílio e Armandinho.
Em 1925, ocorreu a extinção da cláusula do estatuto que impedia a participação de atletas de outras nacionalidades no time do Palestra. Outra modificação feita foi o aportuguesamento do nome do Clube que passou a se chamar Sociedade Sportiva Palestra Itália.
Em 30 de janeiro de 1942, em plena 2ª Guerra Mundial, o governo brasileiro, através de um decreto lei, proibiu do uso de termos e denominações referentes às nações inimigas. Neste dia, o Palestra Itália passou a se chamar Palestra Mineiro.
Nasce o Cruzeiro Esporte Clube

A idéia de transformar a equipe em uma entidade totalmente brasileira só foi concretizada em 29 de setembro de 1942, quando a diretoria aprovou uma nova mudança no nome do Clube, que passou a se chamar Ypiranga. No entanto, o time atuou com este nome em apenas uma partida.
Finalmente, no dia 7 de outubro de 1942, em uma reunião entre sócios e dirigentes, foi aprovado o novo nome: Cruzeiro Esporte Clube. Uma homenagem ao símbolo maior da pátria, a constelação do Cruzeiro do Sul, o nome do maior time de futebol de Minas Gerais foi sugerido pelo ex-presidente do Clube, Oswaldo Pinto Coelho. (Fonte: Site oficial do Cruzeiro).

Hino do Cruzeiro Esporte Clube
Existe um grande clube na cidade
Que mora dentro do meu coração
Eu vivo cheio de vaidade, Pois na realidade é um grande campeão
Nos gramados de Minas Gerais
Temos páginas heróicas, imortais
Cruzeiro, Cruzeiro querido Tão combatido, jamais vencido!
(Autor: Maestro Jadir Ambrósio)

Pra fazer referência a essa história, é importante falar de bola na rede!
Goleadores
1° Tostão – 242 Gols
2° Dirceu Lopes – 223 Gols
3° Niginho – 207 Gols
4° Bengala – 168 Gols
5° Marcelo Ramos – 162 Gols
6° Ninão – 156 Gols
7° Palhinha – 145 Gols
8° Alcides – 144 Gols
9° Joãozinho – 118 Gols
10° Raimundinho – 111 Gols

Jogadores que mais atuaram
1° Zé Carlos – 619 Jogos
2° Dirceu Lopes – 601 Jogos
3° Piazza – 556 Jogos
4° Raul – 549 Jogos
5° Eduardo – 544 Jogos
6° Vanderlei – 526 Jogos
7° Joãozinho – 471 Jogos


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ATLÉTICO (Galo)
Uma das histórias mais vitoriosas do esporte brasileiro começou em 25 de março de 1908, quando um grupo de estudantes se reuniu em uma quarta-feira, no coreto do Parque Municipal, em Belo Horizonte. O acontecimento mudou o curso da História com o nascimento do Clube Atlético Mineiro, que romperia fronteiras e gravaria seu nome no desporto mundial.

A trajetória gloriosa foi desenhada já no primeiro jogo. Em 21 de março de 1909, o Galo venceu o Sport Club Futebol por 3 a 0, na casa do adversário. O primeiro gol foi marcado por Aníbal Machado, que mais tarde se tornaria um grande escritor brasileiro. O rival não se conformou com a derrota, pediu revanche e foi novamente superado, desta vez pelo placar de 2 a 0. Na terceira partida, o time alvinegro aplicou uma goleada por 4 a 0, resultado que causou a extinção do Sport.
Pioneirismo - Os 100 anos de história do Atlético são marcados pelo pioneirismo dentro e fora de campo. Em 1908, foi o primeiro time mineiro a trocar as antigas bolas de meia pelas de couro. Seis anos mais tarde, conquistou o primeiro torneio de futebol realizado em Minas Gerais, a Taça Bueno Brandão. Em 1915, venceu o primeiro campeonato oficial de futebol do Estado, organizado pela Liga Mineira de Esportes Terrestres, atual Federação Mineira de Futebol (FMF).

Em 1971, o Galo se sagrou novamente Campeão Nacional ao vencer a primeira edição do atual Campeonato Brasileiro. A escrita pioneira continuou em 1992, com a conquista continental da primeira Copa Conmebol, competição equivalente à Copa da UEFA.
Fundadores - Aleixanor Alves Pereira, Antônio Antunes Filho, Augusto Soares, Benjamim Moss Filho, Carlos Maciel, Eurico Catão, Francisco Monteiro, Hugo Fracarolli, Humberto Moreira, Horácio Machado, João Barbosa Sobrinho, Jorge Dias Pena, José Soares Alves, Júlio Menezes Mello, Leônidas Fulgêncio, Margival Mendes Leal, Mário Neves, Mário Lott, Mário Toledo, Mauro Brochado, Raul Fracarolli e Sinval Moreira.
“Se o gol é festa, bola na rede é o que interessa” (Emerson Romano – Itatiaia)
Artilharia
O ídolo Reinaldo é o grande goleador do Galo em sua história. Foram 255 gols marcados em 475 jogos.
Atletas que mais defenderam o Atlético
João Leite é um dos maiores ídolos da história alvinegra. O ex-goleiro foi o jogador que mais atuou pelo clube, através de 684 partidas, entre 1976 e 1989, além de ter se aposentado em 1992, ao término de sua segunda passagem pelo Galo. Além disso, possui o recorde de títulos mineiros: venceu 10 vezes o campeonato estadual, além de participar da conquista da Copa Conmebol de 1992.

Goleadores
1° Reinaldo – 255 Gols
2° Dadá Maravilha – 211 Gols
3° Mário de Castro – 195 Gols
4° Guará – 168 Gols
5° Lucas Miranda – 152 Gols
6° Said – 142 Gols
7° Guilherme – 139 Gols
8° Ubaldo Miranda – 135 Gols
9° Marques – 131 Gols
10° Níveo – 123 Gols
Jogadores que mais atuaram
1° João Leite – 684 Jogos
2° Wanderlei Paiva – 559 Jogos
3° Luizinho – 537 Jogos
4° Vantuir – 507 Jogos
5° Paulo Roberto – 504 Jogos


Hino do Atlético Mineiro
Nós somos do Clube Atlético Mineiro
Jogamos com muita raça e amor
Vibramos com alegria nas vitórias
Clube Atlético Mineiro
Galo forte, vingador!
Vencer, vencer, vencer
Este é o nosso ideal
Honramos o nome de Minas
No cenário esportivo mundial
Lutar, lutar, lutar...
Pelos gramados do mundo pra vencer
Clube Atlético Mineiro
Uma vez até morrer!
Nós somos Campeões do Gelo
O nosso time é imortal
Nós somos campeões dos campeões
Somos orgulho do esporte nacional
Lutar, lutar, lutar...
Com toda a nossa raça pra vencer
Clube Atlético Mineiro
Uma vez até morrer!
(Composto por Vicente Motta)

Como feito com o lado celeste, este foi apenas um pouco da história do galo e de sua massa atleticana, nos próximos posts, a atualidade, o desenvolvimento e mais sobre a história do clube.
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Dados e Imagens:
Globoesporte, Google, Wordpress, PhotoBucket, Blog do Cruzeirense, Blog Café do Galo, Programa Milton Neves, Terceiro Tempo e Sites Oficiais de Cruzeiro e Atlético.
(A Todos o nosso muito obrigado)
Torcedores Fanáticos
Guilherme Duarte